Nesta edição:
Opinião: “Pensar e repensar a estratégia”, por Karina Izzo e Ricardo Maltz Cultura & Pessoas: “Conflito geracional nas organizações”, por Ricardo Maltz Economia & Negócios: “De volta para o futuro”, por Marcelo Fonseca ________________________________________Olá! Esta é a sua newsletter da ACBrasil
Um clipping sobre as iniciativas da ACBrasil e temas relevantes para a governança corporativaPresidente do conselho: coach do CEO?
A Korn Ferry, uma consultoria de recrutamento e gestão, criou um manual para “ajudar o presidente do conselho a ser coach do CEO”. Trata-se de uma abordagem original sobre um cargo que costuma ter “pompa” no mercado de capitais. A avaliação da firma é que o posto demanda visão estratégica de negócio, macro e micro, mas também habilidade para manter o ânimo do executor. O manual avalia que “o conselheiro deve agir como um parceiro de pensamento, e não como um microgerente. Ou seja, [deve] incentivar que o CEO recue, tenha noção do panorama geral e abra espaço para a estratégia de longo prazo”. E, ainda, “desafiar com cuidado”, de maneira que alimente a confiança, e não a defensividade. Uma matéria sobre o manual pode ser acessada aqui: https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/chairman-o-coach-do-ceo.ghtmlOpinião
Pensar e repensar a estratégia
Karina Izzo, head do Comitê de Cultura e Pessoas https://www.linkedin.com/in/karinapincelliizzo Ricardo Maltz, do Comitê de Cultura e Pessoas https://www.linkedin.com/in/ricardogmaltz/ A matéria em referência convida para várias reflexões, porém qualquer delas nos leva a pensar sobre a proximidade e sua medida. É sobre ela que gostaríamos de falar. Conselhos e em decorrência seus membros são os guardiões da boa governança e exercem papel de superego no tocante ao exercício e manutenção de boas práticas. Atua como órgão colegiado responsável por definir a direção estratégica da companhia, supervisionando a atuação da direção executiva e assegurando que as decisões estejam em linha com os interesses dos acionistas e as normas legais. Por atuar com estas incumbências, acaba, não raro, por naturalmente ser observado pelo corpo diretivo com certo distanciamento e resistência em constatar que em verdade ambos estão no mesmo lado do “balcão”. A distância é estrutural, a parceria intencional. Por definir a direção estratégica e assegurar que sua execução pela direção esteja alinhada, todos tem na comunicação permanente e respeito à autonomia o meio para evitar que o planejamento não seja alcançado. As mudanças que impactam as empresas e provocam seu redesenho acontecem em intervalos curtos de tempo, sem falar a frequência com que acontecem. Desde o início da Revolução Industrial até recentemente as mudanças tomavam séculos e décadas para causarem qualquer efeito, positivo ou negativo, para as organizações. Não mais. Desta forma, esta dinâmica impõe o pensar e repensar permanente da estratégia e seu planejamento, bem como modelos de negócio, provocando a cada movimento um novo realinhamento. A distância do conselho no dia a dia da empresa, permite um raio de visão dos riscos que por vezes diretores executivos não tem. Está aí uma importante complementaridade que se bem entendida pode gerar enorme valor. A proximidade do órgão colegiado e corpo executivo oportuniza um ambiente de parceria e sinérgico, gerando um vínculo importante que poderá ter em decorrência aumento de valor da empresa e para o acionista. A comunicação permanente e respeito à autonomia e papel que cada um exerce é um exercício permanente para que fronteiras não sejam ultrapassadas com o risco de inversão de papéis.E quando essa relação é bem administrada, o aprendizado se torna mútuo. Executivos ganham contexto e maturidade estratégica; conselheiros ganham sensibilidade, timing e compreensão da realidade operacional. O resultado final é uma empresa mais preparada, e alinhada. Só assim o aprendizado poderá acontecer nos dois sentidos. Cultura & PessoasConflito geracional nas organizações
Ricardo Maltz, do Comitê de Cultura e Pessoas https://www.linkedin.com/in/ricardogmaltz/ Recentemente tive a honra de participar, com duas colegas da Associação de Conselheiros do Brasil, de um podcast cujo tema tratava o conflito geracional nas organizações e o choque causado pela coexistência das gerações Baby Boomers, X,Y e Z em um mesmo ambiente organizacional. Não é minha área de origem, mas confesso que mergulhar em tal tema foi um convite para reflexões, sem falar que foi fascinante. Fascinante pela sua força, pela sua grandeza. Qualquer consideração, seja ela superficial ou análise mais profunda, tem como condição primeira o reconhecimento da existência de diferentes gerações como um fenômeno natural, com diferentes experiências, escolhas, expectativas e contextos socioculturais distintos. Tais diferenças, em minha opinião, colocam a área de Recursos Humanos em posição central. Demandam dela visão estratégica para criar um ambiente flexível e adequado de convívio para diferentes gerações, com diferentes características. Conflitos geracionais, se não gerenciados adequadamente, podem gerar ruídos na comunicação, impactar produtividade, escalar insatisfação e desmotivação e em decorrência subtrair valor da organização. É papel fundamental da área de RH ler as diferenças existentes entre gerações, compreendê-las e acolhê-las, sem sucumbir à tentação de modificá-las. Só assim poderá transformar estas diferenças em vantagem competitiva e sustentável, dado a complexidade que grupos sociais assumem quando se formam. Promoção de diálogo transparente e adaptado a diferentes estilos, criação de ambientes flexíveis com horários e locais de trabalho adaptáveis, mentoria e mentoria cruzada, valorização e acolhimento das diferenças, alinhamento de expectativas e valorização do desempenho independentemente da idade, são algumas práticas de gestão que podem oportunizar ambientes favoráveis para este convívio, migrando de uma possível subtração para uma possível adição de valor para a organização. Finalizado o podcast, fiquei refletindo sobre um ponto que me causou inquietação, ponto este que gostaria de dividir com você leitor e convidá-lo para uma reflexão. Minha vó faleceu com 102 anos. Viveu para ver desde o “Telex” até a instantaneidade do “Whatsapp”. O mundo de hoje desconhece esta lentidão. As mudanças acontecem com muita velocidade, em curto espaço de tempo. Provocam mudanças e causam impacto na sociedade. Mas é no ambiente empresarial, que gera renda e “PIB”, o ponto que me inquietou. Desde a revolução industrial aos dias de hoje, as mudanças foram muitas, causando profundos redesenhos no ambiente empresarial. Porém, o que não mudou desde a Revolução Industrial é a necessidade de as empresas gerarem caixa para dar continuidade à sua existência. Concatenar as agendas “necessidade de gerar caixa e as questões trazidas pela coexistência de diferentes gerações”, com diferentes características e expectativas é o grande desafio das empresas e de um RH estratégico. Uma adequada convergência destas agendas irá oportunizar a criação de mais valor para as empresas. __________________________As opiniões dos articulistas não refletem, necessariamente,
a posição da ACBrasil a respeito dos temas abordados.
__________________ Economia & NegóciosDe volta para o futuro
Marcelo Fonseca, associado da ACBrasil https://www.linkedin.com/in/marcelomfonseca/ O exercício de futurologia não é exclusivo dos economistas, mas certamente suas previsões são escrutinadas com mais rigor do que as dos profissionais dedicados ao esoterismo. Brincadeiras à parte, todo início de ano temos interesse em saber quais serão os rumos dos negócios. Quanto crescerá o PIB? Qual a SELIC em dezembro? E a taxa de câmbio? Enfim, previsões servem como um norte para os agentes econômicos e a formação das expectativas passa também pela avaliação do futuro. Entretanto, ajustes ao longo do tempo são necessários e compreensíveis. Eventos políticos e, ultimamente, geopolíticos alteram a trajetória de variáveis importantes da economia. Tome-se como exemplo o “tarifaço” de Donald Trump. Para as empresas, as projeções ajudam a definir planos de investimento, políticas de preços, estratégias de produção e decisões de contratação. Ao conhecer expectativas sobre inflação, juros, câmbio e crescimento do PIB, os gestores podem avaliar a viabilidade de projetos, estimar custos futuros e calibrar seu nível de exposição a riscos. Sem previsões confiáveis, investimentos podem ser mal dimensionados, estoques podem ser planejados de forma inadequada e margens de lucro podem ser comprometidas. Boas fontes sempre ajudam Para fins deste texto utilizarei dados extraídos do IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, fundação pública federal vinculada ao Ministério do Planejamento e Orçamento, e também as previsões contidas no Relatório Focus do Banco Central[1]. Em sua Carta de Conjuntura publicada no primeiro trimestre de 2025 o IPEA divulgou as seguintes previsões para o biênio 2025/2026:


Comitê de Inovação, Transformação Digital e IA
A ACBrasil conta agora com um novo comitê – de Inovação, Transformação Digital e IA – que tem como head Lia Parente. Segundo ela, “a ideia é apoiar os conselheiros na adoção responsável e estratégica dessas agendas”, bem como integrar inovação, dados e IA à governança corporativa, com transparência. A meta do novo comitê é reunir conselheiros e executivos interessados em discutir, aplicar e difundir práticas de governança moderna, inovação e IA responsável, fortalecendo o papel da ACBrasil como referência nacional nesses temas. Os diálogos do novo grupo também vão envolver a ampliação da análise de riscos e de oportunidades tecnológicas para os conselheiros. Lia destaca a criação de um Observatório ACBrasil, “que vai fornecer atualização contínua sobre tendências, frameworks e riscos emergentes”. Interessados em participar do novo grupo de trabalho podem acessar: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf9gr-kd5JvPAyn-XLPZuyntar5U8roGcvwkTgndH7kfEIO9g/viewform?pli=1 Eleições da ACBrasil Prosseguem as campanhas para as eleições da ACBrasil:13 associados concorrem para o Conselho de Administração e podem apresentar suas propostas através de vídeos nas mídias da ACBrasil e no grupo de Whatsapp dos associados. A votação começa no próximo dia 1º. Conforme o Estatuto da ACBrasil, o conselho é eleito pela Assembleia Geral e composto por cinco membros, com mandato unificado de dois anos, permitida uma reeleição consecutiva. Podem se candidatar quaisquer associados que estejam em dia com as obrigações associativas. Além disso, a ACBrasil destaca a importância da disponibilidade de tempo para o exercício do cargo, além de sugerir diversidade e pluralidade em sua composição. Cronograma- Novembro de 2025: Campanha dos candidatos
- 1 a 18 de dezembro: Período de votação remota (e-mail)
- 19 de dezembro: AGO híbrida (eleição para o CA e CF)


