{"id":4560,"date":"2026-05-30T08:41:20","date_gmt":"2026-05-30T11:41:20","guid":{"rendered":"https:\/\/acbrasil.org.br\/cms\/?p=4560"},"modified":"2026-05-30T08:41:21","modified_gmt":"2026-05-30T11:41:21","slug":"newsletter-acbrasil-no-120-24-de-abr-de-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acbrasil.org.br\/cms\/noticias\/newsletter-acbrasil-no-120-24-de-abr-de-2026\/","title":{"rendered":"Newsletter &#8211; ACBrasil N\u00ba 120 \u2013 24 de abr de 2026"},"content":{"rendered":"<p><strong>Nesta edi\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Opini\u00e3o<\/strong>: <em>Riscos de sil\u00eancios e a import\u00e2ncia da governan\u00e7a, um olhar sobre IA em PMEs<\/em><em>?<\/em>, por <strong>Samuel de Jesus Monteiro de Barros<\/strong><\/p>\n<p><strong>P\u00edlulas tribut\u00e1rias,<\/strong> por <strong>Mariana Di Nardo<\/strong><\/p>\n<h3><strong>Ol\u00e1! Esta \u00e9 a sua newsletter da ACBrasil<\/strong><\/h3>\n<p><em>Um clipping sobre as iniciativas da ACBrasil e temas relevantes para a governan\u00e7a corporativa<\/em><\/p>\n<h4><strong>Empresa \u2018clona\u2019 funcion\u00e1rio com IA e gera rea\u00e7\u00f5es<\/strong><\/h4>\n<p>No fim do m\u00eas passado, uma empresa chinesa substituiu uma funcion\u00e1ria de RH por um agente de IA treinado com suas mensagens. A l\u00f3gica por tr\u00e1s do projeto \u00e9 direta: alimenta-se um modelo de IA com os hist\u00f3ricos de conversa, documentos, e-mails corporativos e prints de um trabalhador, e o sistema gera um agente virtual capaz de substituir aquela pessoa, replicando n\u00e3o s\u00f3 o conhecimento t\u00e9cnico, mas o estilo de comunica\u00e7\u00e3o e at\u00e9 as estrat\u00e9gias pessoais para desviar de responsabilidades. A iniciativa gerou rea\u00e7\u00e3o dos funcion\u00e1rios da empresa, que supostamente estariam sabotando dados.<\/p>\n<p>Uma reportagem sobre este levantamento pode ser acessada aqui:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.hardware.com.br\/noticias\/empresas-chinesas-clonam-funcionarios-ia-trabalhadores-sabotam-arquivos\/\">https:\/\/www.hardware.com.br\/noticias\/empresas-chinesas-clonam-funcionarios-ia-trabalhadores-sabotam-arquivos\/<\/a><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h3><strong>Opini\u00e3o<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/h3>\n<p>Riscos de sil\u00eancios e a import\u00e2ncia da governan\u00e7a, um olhar sobre IA em PMEs<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Samuel de Jesus Monteiro de Barros<\/strong>, associado da ACBrasil<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/samuel-barros-2a846935\/\">https:\/\/www.linkedin.com\/in\/samuel-barros-2a846935\/<\/a><\/p>\n<p>Vivemos um momento em que a intelig\u00eancia artificial deixou de ser promessa e passou a ser rotina. Ela entra pelas bordas da organiza\u00e7\u00e3o, resolve problemas pontuais e, quando se percebe, j\u00e1 est\u00e1 moldando decis\u00f5es, processos e rela\u00e7\u00f5es de poder. Para conselheiros de administra\u00e7\u00e3o, fiscais e consultivos de pequenas e m\u00e9dias empresas, esse movimento exige menos fasc\u00ednio tecnol\u00f3gico e mais aten\u00e7\u00e3o ao essencial, com foco em governan\u00e7a, pessoas e, principalmente, confian\u00e7a.<\/p>\n<p>H\u00e1 quem acredite que temas como \u201cclonagem de funcion\u00e1rios por IA\u201d sejam exageros ou distor\u00e7\u00f5es t\u00edpicas de grandes corpora\u00e7\u00f5es estrangeiras. Esse \u00e9 um erro perigoso. A l\u00f3gica por tr\u00e1s dessas pr\u00e1ticas de capturar conhecimento, padronizar decis\u00f5es e reduzir depend\u00eancia de indiv\u00edduos \u00e9 justamente a l\u00f3gica que mais seduz empresas menores, onde tudo costuma depender de poucas \u201cpessoas-chave\u201d.<\/p>\n<p>Nas PMEs, o conhecimento n\u00e3o est\u00e1 em manuais sofisticados, mas na cabe\u00e7a de quem \u201cfaz acontecer\u201d. O risco surge quando ferramentas digitais passam a extrair esse saber sem um debate claro sobre limites, prop\u00f3sito e consequ\u00eancias. N\u00e3o se trata de ser contra tecnologia, mas de reconhecer que conhecimento humano n\u00e3o \u00e9 apenas um ativo operacional, mas tamb\u00e9m \u00e9 parte do v\u00ednculo psicol\u00f3gico e \u00e9tico que sustenta a organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para o conselho de administra\u00e7\u00e3o, o alerta \u00e9 direto e objetivo, a IA em gest\u00e3o de pessoas n\u00e3o \u00e9 tema de efici\u00eancia, \u00e9 tema de poder. Quando decis\u00f5es s\u00e3o tomadas para \u201creter conhecimento\u201d sem transpar\u00eancia, o recado impl\u00edcito \u00e9 simples e gritante, pessoas s\u00e3o substitu\u00edveis, suas hist\u00f3rias n\u00e3o importam. Em empresas pequenas, esse sinal se espalha r\u00e1pido e cobra um pre\u00e7o alto com retra\u00e7\u00e3o, medo, perda de iniciativa e, em alguns casos, sabotagem silenciosa.<\/p>\n<p>O conselho fiscal, muitas vezes subestimado, tem aqui um papel relevante. O uso intensivo de dados (e-mails, mensagens, hist\u00f3ricos de decis\u00e3o) cria riscos que n\u00e3o aparecem imediatamente no resultado, mas se acumulam como passivos ocultos, principalmente, trabalhistas, reputacionais e at\u00e9 jur\u00eddicos. Mesmo quando a legisla\u00e7\u00e3o parece distante ou pouco clara, a responsabilidade n\u00e3o desaparece. Ela apenas \u00e9 postergada.<\/p>\n<p>J\u00e1 os conselhos consultivos enfrentam talvez o dilema mais sutil. Muitas vezes atuam pr\u00f3ximos demais da gest\u00e3o, ajudam a destravar gargalos e acelerar transforma\u00e7\u00f5es. Justamente por isso, precisam resistir \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o dos atalhos. Automatizar processos \u00e9 positivo, mas automatizar rela\u00e7\u00f5es humanas, sem crit\u00e9rio, \u00e9 renunciar \u00e0 intelig\u00eancia institucional, e que no final, \u00e9 a que realmente importa.<\/p>\n<p>\u00c9 comum ouvir que \u201ca IA n\u00e3o decide sozinha\u201d. Isso \u00e9 verdade, mas incompleta. Sistemas moldam comportamentos, incentivam certas pr\u00e1ticas e silenciam outras. Quem define esses sistemas (e com quais premissas) j\u00e1 est\u00e1 tomando decis\u00f5es estrat\u00e9gicas. Se o conselho n\u00e3o participa dessa conversa, algu\u00e9m participar\u00e1 em seu lugar, geralmente com foco restrito a custo e velocidade.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m um ponto \u00e9tico que n\u00e3o deve ser ignorado, mesmo por quem se diz pragm\u00e1tico. Empresas vivem de confian\u00e7a. Funcion\u00e1rios aceitam compartilhar conhecimento porque acreditam que h\u00e1 reciprocidade. Quando essa confian\u00e7a \u00e9 quebrada, n\u00e3o h\u00e1 algoritmo que a reconstrua. Em PMEs, onde a proximidade \u00e9 maior e os canais informais s\u00e3o decisivos, essa ruptura \u00e9 ainda mais vis\u00edvel.<\/p>\n<p>O papel do conselheiro, portanto, n\u00e3o \u00e9 discutir detalhes t\u00e9cnicos nem escolher ferramentas. \u00c9 fazer perguntas inc\u00f4modas, por\u00e9m essenciais, afinal, por que estamos fazendo isso? Que problema real estamos tentando resolver? Onde termina efici\u00eancia e come\u00e7a desumaniza\u00e7\u00e3o? Quem responde quando algo d\u00e1 errado?<\/p>\n<p>A intelig\u00eancia artificial torna mais urgente uma boa governan\u00e7a com regras claras, crit\u00e9rios e fluxos acertados. Em pequenas e m\u00e9dias empresas, conselhos atentos podem ser a diferen\u00e7a entre usar a tecnologia como alavanca de crescimento ou como gatilho de conflitos silenciosos. E, no fim das contas, sil\u00eancio em empresa raramente \u00e9 sinal de paz, quase sempre \u00e9 aviso de que algo importante deixou de ser dito e que a conta chegar\u00e1 logo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">_<strong><em>__________________________________<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><strong><em>A maioria das vagas de conselheiros \u00e9 preenchida atrav\u00e9s de networking.<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Na ACBrasil voc\u00ea pode criar e fortalecer contatos e parcerias.<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Fale com a gente: <a href=\"mailto:contato@acbrasil.org.br\">contato@acbrasil.org.br<\/a><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>___________________________________<\/em><\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><strong>P\u00edlulas tribut\u00e1rias<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/h3>\n<p><strong>Reforma Tribut\u00e1ria e precifica\u00e7\u00e3o na transi\u00e7\u00e3o<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Mariana DiNardo, do Comit\u00ea Jur\u00eddico da ACBrasil<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/marina-di-nardo-987020b9\/\">https:\/\/www.linkedin.com\/in\/marina-di-nardo-987020b9\/<\/a><\/p>\n<h4><strong>A transi\u00e7\u00e3o j\u00e1 come\u00e7ou, mas muitos pre\u00e7os continuam no passado<\/strong><\/h4>\n<p>Como \u00e9 de conhecimento, a fase de transi\u00e7\u00e3o da Reforma Tribut\u00e1ria j\u00e1 se iniciou e est\u00e1 a todo vapor. Por\u00e9m, muitos empres\u00e1rios brasileiros ainda precificam seus servi\u00e7os e mercadorias como se nada tivesse mudado, especialmente nos contratos que ter\u00e3o vig\u00eancia durante os anos de transi\u00e7\u00e3o, entre 2026 e 2032.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><strong>Dois sistemas tribut\u00e1rios v\u00e3o conviver ao mesmo tempo<\/strong><\/h4>\n<p>Entre 2027 e 2032, o Brasil vai conviver com dois sistemas tribut\u00e1rios em paralelo. O antigo, composto por ICMS, PIS, Cofins, IPI e ISS, ser\u00e1 gradualmente reduzido. O novo, formado pela CBS e pelo IBS, ser\u00e1 introduzido aos poucos. Apesar de o desenho parecer organizado, as tabelas de pre\u00e7os n\u00e3o v\u00e3o se ajustar sozinhas e a eleva\u00e7\u00e3o de IBS e CBS, em paralelo \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de ISS, ICMS, PIS e Cofins, precisar\u00e1 ser considerada desde j\u00e1.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><strong>O erro n\u00e3o aparece no caixa hoje, mas corr\u00f3i a margem ao longo do tempo<\/strong><\/h4>\n<p>O maior risco est\u00e1 em a empresa continuar usando a mesma f\u00f3rmula de sempre sem perceber que a base tribut\u00e1ria debaixo dela est\u00e1 mudando. \u00c9 o tipo de erro que n\u00e3o aparece imediatamente no caixa, mas que compromete a margem m\u00eas a m\u00eas ao longo dos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4><strong>Pre\u00e7o por dentro, imposto por fora: a l\u00f3gica comercial tamb\u00e9m muda<\/strong><\/h4>\n<p>Hoje, no Brasil, os tributos normalmente est\u00e3o embutidos no pre\u00e7o do produto ou do servi\u00e7o. \u00c9 a l\u00f3gica do c\u00e1lculo \u201cpor dentro\u201d, em que o consumidor paga sem enxergar claramente a carga tribut\u00e1ria. Com a Reforma Tribut\u00e1ria, o modelo passa a destacar o imposto \u201cpor fora\u201d, de modo que o pre\u00e7o do produto ou servi\u00e7o \u00e9 informado sem o tributo, que aparece de forma separada. Isso n\u00e3o representa apenas uma altera\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil. \u00c9 tamb\u00e9m uma mudan\u00e7a na percep\u00e7\u00e3o de valor pelo cliente e, por isso, precisa ser comunicada e precificada com cautela para n\u00e3o parecer um reajuste indevido.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><strong>Na transi\u00e7\u00e3o, a mesma opera\u00e7\u00e3o pode sofrer impactos simult\u00e2neos<\/strong><\/h4>\n<p>O per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o amplifica esse desafio porque os dois modelos coexistem. Haver\u00e1 situa\u00e7\u00f5es em que ICMS, ISS e IBS incidir\u00e3o, simultaneamente, sobre a mesma opera\u00e7\u00e3o, ainda que com al\u00edquotas reduzidas. Quem n\u00e3o mapear isso, produto a produto e servi\u00e7o a servi\u00e7o, pode acabar absorvendo uma carga maior sem repasse adequado ao pre\u00e7o final, especialmente nos casos em que existem benef\u00edcios fiscais no sistema atual sem correspond\u00eancia no novo regime, como ocorre em alguns segmentos de transporte.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><strong>O setor farmac\u00eautico mostra como o problema aparece na pr\u00e1tica<\/strong><\/h4>\n<p>Um exemplo concreto est\u00e1 nas empresas que atuam na industrializa\u00e7\u00e3o por conta e ordem de terceiros no setor farmac\u00eautico. Nesse modelo, a empresa fabrica o medicamento, mas o registro do produto, a marca e a rela\u00e7\u00e3o comercial com o mercado permanecem com o contratante. Essa distin\u00e7\u00e3o operacional produz um efeito tribut\u00e1rio relevante que muitos gestores ainda n\u00e3o perceberam.<\/p>\n<p>O art. 133 da Lei Complementar n\u00ba 214\/2025 prev\u00ea redu\u00e7\u00e3o de 60% da al\u00edquota para medicamentos, mas condiciona esse tratamento ao registro do produto junto \u00e0 CMED, a C\u00e2mara de Regula\u00e7\u00e3o do Mercado de Medicamentos, ou \u00e0 exist\u00eancia de TAC, Termo de Ajustamento de Conduta, firmado com o governo. O ponto cr\u00edtico \u00e9 que a industrializadora por conta e ordem, em regra, n\u00e3o possui nem o CMED nem o TAC, pois esses v\u00ednculos pertencem ao contratante, e n\u00e3o a quem fabrica. Na pr\u00e1tica, isso significa que a empresa que efetivamente produz o medicamento pode n\u00e3o ter direito \u00e0 redu\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel ao setor em que ela atua.<\/p>\n<p>O impacto na precifica\u00e7\u00e3o \u00e9 direto. Se a industrializadora calcular seu pre\u00e7o partindo da premissa de que ter\u00e1 acesso \u00e0 al\u00edquota reduzida e, depois, verificar que n\u00e3o se enquadra nos requisitos da LC n\u00ba 214\/2025, a margem projetada simplesmente desaparece. Como os contratos desse setor costumam ser de m\u00e9dio e longo prazo, o erro tende a se acumular silenciosamente por meses antes de aparecer no resultado.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><strong>O impacto setorial n\u00e3o ser\u00e1 uniforme<\/strong><\/h4>\n<p>H\u00e1 ainda um efeito setorial relevante: empresas de servi\u00e7os, em geral, tendem a enfrentar aumento de carga no novo sistema, enquanto parte da ind\u00fastria pode se beneficiar da desonera\u00e7\u00e3o de insumos ao longo da cadeia produtiva, abrindo espa\u00e7o para redu\u00e7\u00e3o de custo ou amplia\u00e7\u00e3o de margem. Isso significa que concorrentes de um mesmo mercado podem atravessar os pr\u00f3ximos anos com trajet\u00f3rias muito diferentes, conforme a estrutura de suas opera\u00e7\u00f5es e a forma como revisarem sua precifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><strong>O que fazer agora?<\/strong><\/h4>\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, algumas medidas s\u00e3o indispens\u00e1veis:<\/p>\n<p>&#8211; Mapear a carga tribut\u00e1ria efetiva atual por produto ou servi\u00e7o, e n\u00e3o apenas no consolidado da empresa;<\/p>\n<p>&#8211; Verificar se os benef\u00edcios setoriais previstos na LC n\u00ba 214\/2025 realmente se aplicam ao modelo de neg\u00f3cio adotado, e n\u00e3o apenas ao setor em que a empresa est\u00e1 inserida;<\/p>\n<p>&#8211; Revisar contratos vigentes em busca de cl\u00e1usulas tribut\u00e1rias desatualizadas ou omissas;<\/p>\n<p>&#8211; Criar um modelo de simula\u00e7\u00e3o simples para projetar como a carga tribut\u00e1ria mudar\u00e1 ano a ano at\u00e9 2033, acompanhando as regulamenta\u00e7\u00f5es do CGIBS e da RFB;<\/p>\n<p>Incluir cl\u00e1usulas de reajuste tribut\u00e1rio em novos contratos de m\u00e9dio e longo prazo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><strong>A precifica\u00e7\u00e3o precisa ser revista antes que o contrato vire problema<\/strong><\/h4>\n<p>A Reforma Tribut\u00e1ria representa uma virada estrutural no modelo de tributa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, e seu impacto sobre a precifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 pontual. Ele se estende por quase uma d\u00e9cada, atravessa contratos, setores e modelos de neg\u00f3cio de formas que nem sempre s\u00e3o evidentes \u00e0 primeira leitura da lei. O caso das industrializadoras farmac\u00eauticas demonstra isso com clareza: n\u00e3o basta estar no setor certo; \u00e9 preciso compreender exatamente qual \u00e9 o papel da empresa dentro dele e o que a legisla\u00e7\u00e3o efetivamente enxerga na sua opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Empresas que revisarem sua precifica\u00e7\u00e3o agora, com base no que a reforma realmente determina e n\u00e3o apenas no que o mercado sup\u00f5e, ter\u00e3o mais previsibilidade, contratos mais s\u00f3lidos e margens menos expostas a surpresas. As que esperarem o problema aparecer no resultado poder\u00e3o descobrir que corrigir pre\u00e7o no meio do contrato \u00e9 muito mais dif\u00edcil do que nunca ter errado.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h3><strong>Iniciativas<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/h3>\n<p><strong>Ponto de encontro<\/strong><\/p>\n<p>Ser\u00e1 no dia <strong>21 de maio<\/strong>, a partir das <strong>18h30<\/strong>, o segundo Ponto de Encontro daACBrasil em S\u00e3o Paulo deste ano.\u00a0 Trata-se de mais um momento importante de conex\u00e3o e fortalecimento da rede de associados e convidados.\u00a0 O encontro ser\u00e1 no restaurante Via Castelli (rua Martinico Prado 341, em Higien\u00f3polis. O valor \u00e9 R$ 110 (com direito a cinco tipos diferentes de pizza, \u00e1gua e refrigerante). O local conta com valet gratuito;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><strong>Palestra<\/strong><\/h4>\n<p>O presidente da ACBrasil,<strong>Carlos Alberto Ercolin<\/strong>, apresenta <strong>hoje<\/strong> uma palestra sobre \u201cBoas pr\u00e1ticas de um Conselho Consultivo\u201d, a convite da rede MAIS Mulheres nos Conselhos. O evento acontece no Learning Village (rua Harmonia 1250, Vila Madalena, S\u00e3o Paulo) a partir das 9 horas.<\/p>\n<h4><strong>Mentoria<\/strong><\/h4>\n<p>Come\u00e7a no pr\u00f3ximo dia <strong>11 de maio<\/strong> a 1\u00aa Edi\u00e7\u00e3o do programa de Mentoria da ACBrasil. \u201cTrata-se de uma\u00a0 iniciativa para apoiar\u00a0 pessoas em transi\u00e7\u00e3o de carreira \u2014especialmente conselheiros\u00a0 e C-levels. Contamos com uma equipe de mentores altamente experiente\u201d, explica <strong>Karina Pincelli Izzo<\/strong>, da diretoria de Sucesso do Associado e\u00a0 coordenadora do Programa.\u00a0 A primeira edi\u00e7\u00e3o do Programa de Mentoria ACB acontecer\u00e1 entre os meses de maio a setembro.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h3><strong>Dica de leitura<\/strong><\/h3>\n<p><strong>Passaporte para a sustentabilidade<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Para a autora, uma viagem de volta ao mundo gerou n\u00e3o apenas experi\u00eancias inesquec\u00edveis \u2013 mas tamb\u00e9m v\u00e1rios insights sobre a aplica\u00e7\u00e3o de medidas sustent\u00e1veis na gest\u00e3o de neg\u00f3cios. Diferentes culturas e sociedades ofereceram formas diferentes de pensar e agir, agora reunidas em uma obra que oferece novas alternativas para o desenvolvimento da sustentabilidade em diferentes campos.<\/p>\n<p><strong>O ativo invis\u00edvel<\/strong>:Giuliana Preziosa. Literare Books, 2026<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><strong>Datas<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/h3>\n<p><strong>1\u00ba de maio: Dia do Trabalhador<\/strong><\/p>\n<p>Neste Dia do Trabalhador, a Associa\u00e7\u00e3o de Conselheiros do Brasil convida \u00e0 reflex\u00e3o sobre o papel fundamental das pessoas na sustentabilidade dos neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>Para um Conselho de Administra\u00e7\u00e3o de alta performance, o trabalho vai al\u00e9m da execu\u00e7\u00e3o: trata-se de cultivar uma cultura de \u00e9tica, seguran\u00e7a e desenvolvimento cont\u00ednuo. \u00c9 nos n\u00edveis de governan\u00e7a que se assegura que o capital humano seja tratado como o ativo mais valioso da organiza\u00e7\u00e3o. Que a nossa governan\u00e7a seja sempre um farol para ambientes de trabalho mais justos, inovadores e inspiradores.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>___________________________________<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Ainda n\u00e3o se associou \u00e0 ACBrasil?<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Junte-se a n\u00f3s atrav\u00e9s do QR Code<\/em><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>___________________________________<\/em><\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><strong>ACBrasil<\/strong><\/h4>\n<p><strong>Pela integridade na governan\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p><em>A Associa\u00e7\u00e3o de Conselheiros do Brasil (ACBrasil) tem por finalidade promover, fortalecer, congregar e representar profissionais que atuam como conselheiros em organiza\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas, com e sem fins lucrativos, tendo como meta implantar princ\u00edpios e pr\u00e1ticas de Governan\u00e7a Corporativa, em prol do desenvolvimento sustent\u00e1vel, considerando os neg\u00f3cios como catalisadores das mudan\u00e7as necess\u00e1rias e gerando impacto positivo sobre a sociedade.<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta edi\u00e7\u00e3o: Opini\u00e3o: Riscos de sil\u00eancios e a import\u00e2ncia da governan\u00e7a, um olhar sobre IA em PMEs?, por Samuel de Jesus Monteiro de Barros P\u00edlulas tribut\u00e1rias, por Mariana Di Nardo Ol\u00e1! Esta \u00e9 a sua newsletter da ACBrasil Um clipping sobre as iniciativas da ACBrasil e temas relevantes para a governan\u00e7a corporativa Empresa \u2018clona\u2019 funcion\u00e1rio [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":52,"featured_media":4549,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_uag_custom_page_level_css":"","tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":""},"categories":[19],"tags":[],"class_list":["post-4560","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-noticias"],"acf":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/acbrasil.org.br\/cms\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/newsletter_120.jpg",648,648,false],"thumbnail":["https:\/\/acbrasil.org.br\/cms\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/newsletter_120-300x300.jpg",300,300,true],"medium":["https:\/\/acbrasil.org.br\/cms\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/newsletter_120.jpg",648,648,false],"medium_large":["https:\/\/acbrasil.org.br\/cms\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/newsletter_120.jpg",648,648,false],"large":["https:\/\/acbrasil.org.br\/cms\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/newsletter_120.jpg",648,648,false],"1536x1536":["https:\/\/acbrasil.org.br\/cms\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/newsletter_120.jpg",648,648,false],"2048x2048":["https:\/\/acbrasil.org.br\/cms\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/newsletter_120.jpg",648,648,false],"td_150x0":["https:\/\/acbrasil.org.br\/cms\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/newsletter_120-150x150.jpg",150,150,true],"td_218x150":["https:\/\/acbrasil.org.br\/cms\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/newsletter_120-218x150.jpg",218,150,true],"td_300x0":["https:\/\/acbrasil.org.br\/cms\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/newsletter_120-300x300.jpg",300,300,true],"td_324x400":["https:\/\/acbrasil.org.br\/cms\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/newsletter_120-324x400.jpg",324,400,true],"td_485x360":["https:\/\/acbrasil.org.br\/cms\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/newsletter_120-485x360.jpg",485,360,true],"td_696x0":["https:\/\/acbrasil.org.br\/cms\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/newsletter_120.jpg",648,648,false],"td_1068x0":["https:\/\/acbrasil.org.br\/cms\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/newsletter_120.jpg",648,648,false],"td_1920x0":["https:\/\/acbrasil.org.br\/cms\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/newsletter_120.jpg",648,648,false],"td_265x198":["https:\/\/acbrasil.org.br\/cms\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/newsletter_120-265x198.jpg",265,198,true],"td_741x486":["https:\/\/acbrasil.org.br\/cms\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/newsletter_120-648x486.jpg",648,486,true],"gamipress-points":["https:\/\/acbrasil.org.br\/cms\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/newsletter_120-50x50.jpg",50,50,true],"gamipress-achievement":["https:\/\/acbrasil.org.br\/cms\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/newsletter_120-100x100.jpg",100,100,true],"gamipress-rank":["https:\/\/acbrasil.org.br\/cms\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/newsletter_120-100x100.jpg",100,100,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"Jessica Tavares","author_link":"https:\/\/acbrasil.org.br\/cms\/author\/jessica-tavares\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Nesta edi\u00e7\u00e3o: Opini\u00e3o: Riscos de sil\u00eancios e a import\u00e2ncia da governan\u00e7a, um olhar sobre IA em PMEs?, por Samuel de Jesus Monteiro de Barros P\u00edlulas tribut\u00e1rias, por Mariana Di Nardo Ol\u00e1! 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