“Verticalização X Terceirização – estratégias para Pequenas e Médias Empresas”

Verticalização X Terceirização – estratégias para Pequenas e Médias Empresas

Levantamento recente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelou que 80% das empresas do Brasil terceirizam um ou mais setores, com 18,6% de seus orçamentos já preparados para a terceirização. Delegar tarefas a terceiros ou assumi-las, internalizando-as, é uma escolha que as companhias muitas vezes têm de fazer para atingir seus objetivos. Trata-se do conceito de “fazer ou comprar” (make or buy), tema do webinar “Verticalização X Terceirização – estratégias para Pequenas e Médias Empresas”, que a ACBrasil promoveu no último dia 18 de outubro.

Conduzido pela conselheira Cláudia Leite, sócia-fundadora da associação, o encontro reuniu dois especialistas no tema: Daniel Pontieri (executivo de compras e suprimentos, com experiência em procurement na indústria farmacêutica nacional e internacional); e Paulo Chaves (gestor com sólida experiência em procurement, customer, services, negociação de contratos, operações e distribuição).

Entre outros aspectos, Daniel Pontieri observou que a escolha entre make or buy se define no contexto específico de cada empresa: “Depende das características da empresa, do seu porte, em qual mercado atua, o tipo de portfólio de produtos… Esta escolha depende do momento da companhia, entendendo aquilo que é seu core, atrelado ao seu processo de inovação e de aumento de capital”, avalia Pontieri.

A opção pela terceirização, segundo Paulo Chaves, deve levar em conta alguns aspectos fundamentais: “A escolha pela terceirização sustenta-se em um ‘tripé’, que envolve custo, benefício e estratégia. O principal foco de uma empresa em uma terceirização é a clareza na apresentação de seus objetivos”, bem como a capacidade de gerenciamento destes terceiros. “Em um processo como este, é importante que a empresa tenha os KPIs devidos, sejam eles de qualidade, prazo ou custo, de nível de produção ou até mesmo velocidade”, destaca Chaves.

Além disso, outro aspecto relevante é a flexibilidade contratual: “A empresa deve estar preparada para, dentro de seus contratos, movimentar uma maior ou menor terceirização. A terceirização traz este benefício: a possiblidade de flexibilizar a produção e a capacidade de atendimento e serviços, para que a empresa se adéque à demanda do mercado e às suas sazonalidades”. Chaves observa ainda a necessidade de haver um gerenciamento efetivo junto aos terceirizados, estabelecendo uma convergência de objetivos: “A empresa terceirizada deve estar muito alinhada com o propósito da empresa contratante. E assim é possível criar um processo de confiança junto à empresa contratada”.

No webinar, Paulo Chaves e Daniel Pontieri também fizeram considerações sobre a tendência de crescimento das terceirizações, bem como sobre outros temas associados – tais como globalização, parcerias, compartilhamentos, proteção de propriedade intelectual e até mesmo das quarteirizações – , iniciativas que, segundo destacam, devem sempre ser pautadas pelos princípios da boa governança e da transparência. O conteúdo completo do webinar “Verticalização X Terceirização – estratégias para Pequenas e Médias Empresas” pode ser acessado no canal da ACBrasil no Youtube.

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